Resenha: Maddaddão de Margaret Atwood – O último da trilogia.

Depois de Oryx e Crake e O Ano do Dilúvio, Margaret Atwood termina sua trilogia de maneira impactante. Maddaddão, que no primeiro livro era um simples videogame sobre animais em extinção e no segundo o apelido de um dos líderes jardineiros, se torna central no terceiro. Um grupo de pessoas sobreviveu ao dilúvio seco/pandemia, entre eles, alguns cientistas que trabalharam na criação dos Crakers, humanóides perfeitos que estavam sobre responsabilidade de Jimmy, ou Homem das Neves.

Margaret Atwood por Tim Walker para The Sunday Times Style magazine

Maddaddão começa exatamente onde os dois primeiros terminam e conta o desenrolar dos acontecimentos que ficaram em aberto. O mundo acabou e uma nova sociedade está sendo criada, os sobreviventes estão reunidos em um antigo galpão. A vida dos novos personagens se mistura com a dos antigos, como Zeb, Toby, Ren e Jimmy, que nos foram apresentados anteriormente. Zeb se torna o centro da narrativa e lemos histórias da sua vida pregressa.

A narrativa tem seus pontos fortes e fracos, acredito que a tradução deixou a desejar, pois muitas das palavras foram traduzidas de modo diferente do que estava nos livros anteriores, e isso me incomodou bastante. Um livro fácil e simples, que te envolve desde o início. Narrado em terceira pessoa vemos os acontecimentos pelos olhos e pensamentos de Toby. Ela se tornou responsável pelos Crakers e deu continuidade aos mitos inventados pelo Homem das Neves, criando uma espécie de diário ficcional que ficará para a posteridade.

Depois das grandes tragédias e absurdos que aconteceram ao longo da história, a esperança da criação de um mundo mais igualitário surge. Dos três livros esse com certeza é o mais “leve” pois a imagem do passado – ou futuro distópico para nós – foi feita de forma pontual e menos brutal. A trilogia é de tirar o fôlego pois o universo criado por Margaret Atwood está mais próximo de nós do que imaginamos. Isso é assustador.

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