AUDIO LIVRO VALE À PENA? Minha experiência com audio books! o app STORYTEL é bom? Audible, Ubook, etc

Eu tenho escutado muitos livros ao invés de ler eles! Escuto quando estou dirigindo, escuto quando estou na academia, escuto quando estou trabalhando.

Nesse artigo vou falar um pouco sobre a minha experiência com áudio livros. Audio book vale à pena?

Bom, faz alguns meses que eu descobri o Storytel, minha prima Juliana postou que tava escutando os livros do Harry Potter em inglês e fiquei muito curiosa. Ela me disse que aquilo estava ajudando ela a conhecer mais livros quando não tinha tempo para ler. E eu estava em um momento em que era muito difícil ler também, minha cabeça não ocava nas palavras escritas, sabe? Então, achei que seria uma boa tentar.

Eu amei! No começo foi difícil para o meu cérebro entender que aquilo era diferente dos podcasts que eu estou acostumada a ouvir, sabe? Eu amo escutar podcasts, mas aquilo era um livro que estava sendo lido em voz alta e não por mim, mas por outra pessoa.

Era diferente, mas depois a gente se acostuma, pelo menos eu me acostumei e passei a fazer tudo escutando esses audio books. Ia para academia escutando, saia para caminhar escutando, o que era muito curioso, porque eu tava lá puxando ferro escutando sobre a sociedade inglesa em Orgulho e Preconceito. Mas o que eu mais gosto de fazer é trabalhar escutando o audio book, eu faço cerâmica, e se você quiser conhecer minhas peças de cerâmica é só entrar nesse link aqui!

Mas eu não gosto de escutar quando eu poderia estar lendo, tipo, quando estou tranquila à noite e posso pegar um livro. Porque eu ainda acho que a experiência de ler é muito superior, sabe? Tipo, eu escutei A pequena outubrista da Linda Boström Knausgård que tem muitas idas e vindas de pensamento, por isso acredito que a leitura seria muito mais prazerosas. Assim como o livro A vagabunda da Collete que é super poético, acabou ficando chato por conta da linguagem, entende? A leitura poderia ter sido mais prazerossa do que escutar. Mas por exemplo escutar Harry Potter tem sido muito interessante, porque a história prende, né? É uma trama que prende, assim como Orgulho e Preconceito, foi muito legal escutar, porque a trama fala mais do que a linguagem.

Por isso, eu acho que livros que tem uma trama mais trabalhada funciona melhor como audio livro do que os livros que trabalham a linguagem, por exemplo, acho que eu não escutaria Virginia Woolf, ou James Joyce, porque eles são muito focados na linguagem e na construção do texto. Mas quero ler tudo que tem do Stephen King, porque sei que são histórias com tramas incríveis.

Então, eu acredito que é muito importante você entender qual experiência que você quer com o audiobook. Eu quero escutar livros com tramas que me prendam enquanto eu faço academia, dirijo e trabalho. Livros com a linguagem mais complexa, ou com narrativas mais paradas eu prefiro ler e não escuto.

O aplicativo STORYTEL é bom? Audible, Ubook, etc

O aplicativo que eu uso é o storytel e eles tem uma seleção incrível de títulos, tanto em português, quanto em inglês. Eu baixei pra escutar livros em inglês, para poder treinar a língua, sabe? Mas descobri que tem tanto livro em português que às vezes eu fico tentada a escutar eles também. Então, eu meio que intercalo, um livro em português e um livro em inglês.

Eu comecei a usar o 7 dias gratuitos e gostei bastante por isso assinei. Pago 14,90 por mês e além de audio books eles também tem ebooks. Mas eu nunca li um ebook por eles, porque eu tenho um Kindle e acabo recebendo muitos ebooks da campainha das letras então prefiro ler no Kindle né?

Enfim, eu não tive experiência com outros aplicativos mas sei que tem um monte né? e eu penso que quando eu já tiver escutado tudo de interessante que tem no storytel eu posso mudar de aplicativo também, gosto de ter essa liberdade, sabe?

Bom, essa foi minha experiência com audio livros do Storytel! Para saber mais assista o vídeo:

9 DICAS PARA ESCREVER MELHOR QUE NÃO SÃO TÃO BOAS ASSIM | Conselhos de escrita criativa reformulados

Existem algumas dicas sobre escrita criativa que devem ser repensadas. E eu trouxe nesse post os mais comuns e quero que você pense comigo sobre 9 eles, vamos lá?

A maioria das dicas de escrita criativa são positivas, mas algumas deviam ser repensadas ou reformuladas.

Acho que qualquer dica que nos dão devem passar por um filtro para sabermos se ela faz sentindo ou não. É normal que a gente discuta coisas do passado e tente trazer para uma escrita mais moderna, e pra uma vida mais moderna, como é o caso da primeira dica que é:

1) Escrever todos os dias

Esse conselho é tão irreal. Poderia até funcionar alguns anos atrás, quando as pessoas realmente viviam da escrita, e os escritores escreviam todos os dias porque esse era o emprego deles. Lembro de ler Paris é uma festa do Hemingway, e nesse livro ele traz suas memórias da Paris da década de 20, e naquele tempo ele dizia que escrevia todos os dias durante as manhãs e o resto do dia era festa com Picasso, Gertrude Stein e os Fitzgeralds.

Bons tempos, mas o mundo é outro e agora nós temos os nossos trabalhos, não tão divertidos mas que pagam as contas, e estudos. Às vezes simplesmente não dá para escrever todos os dias e eu não quero que você se sinta mal se não conseguir fazer isso. O que eu quero é que você tenha uma rotina de escrita, seja ela qual for.

Você tem que entender o que é melhor para você. Você funciona bem quando trabalha em um projeto estruturado? Então faça isso. Você gosta de escrever sem parar por quinze dias? Faça isso nas suas féria. Você gosta de intercalar histórias e trabalhar nelas nos fins de semana? Faça isso também! Encontre sua própria rotina e o que te faz bem, afinal, a escrita deve ser algo prazeroso.

2) Mostrar ao invés de contar!

Eu gosto e não gosto dessa dica. Ela é muito importante, e acho que é a mais conhecida de toda as dicas literários, né? Está na boca de todos os professores de escrita criativa. Mas contém problemas na raiz desse conselho, apesar de essencial ele não pode ser generalizado. Tem narradores que funcionam melhor contando uma história ao invés de mostrar, como os narradores em primeira pessoa. Um livro que eu sempre uso como exemplo é Torto Arado que tem duas narradoras em primeira pessoa que contam a história ao invés de mostrar. A segunda narradora faz mais do que a primeira mas isso é conteúdo para um outro post. Um narrador em terceira pessoa onisciente por exemplo, funciona melhor mostrando a história.

Se eu pudesse reformular esse conselho eu diria pra você equilibrar seus textos entre mostrar e dizer. E dependendo do narrador você pode utilizar uma técnica mais do que a outra. Mas sem exagerar porque uma história com muito contar fica maçante, acho que é por isso que esse conselho é tão dado. E acho também, que escritores iniciantes tem mais dificuldade de mostrar do que contar, isso é natural. Por isso que temos entender como as duas coisas funcionam para escrever uma história, seja ela longa ou curta, forte.

3) Começar a escrever por contos, não romances.

Seu sonho é escrever um romance (e quando eu digo romance eu quero dizer uma prosa longa), você tem uma ideia para esse romance, mas dizem para você começar por contos, porque é mais simples! Não! Escrever contos não é algo simples (Inclusive eu tenho dois posts aqui, um com dicas para escrever um conto incrível, e outro onde dou o passo a passo para você estruturar um conto)! Escrever um bom conto é tão difícil quanto escrever um bom romance. As estruturas são diferentes, então não adianta nada você estudar muito a estrutura de um conto se você quer escrever um romance, entende?

O que você pode fazer é testar essa sua escrita nos capítulos do seu romance: escreve o primeiro capitulo, mostra ele para seus amigos, ou faz uma oficina e apresenta para seus colegas. Você vai ser criticado (e nos meus vídeos quando eu falo de critica é de uma maneira positiva, ok?) e assim você vai melhorar. Então, se o seu sonho é escrever um romance se joga nisso!

4) Não tenha como objetivo se tornar escritor

Acho que esse é o conselho que eu mais odeio! Sério, se eu não tiver como objetivo me tornar escritora o que que eu to fazendo estudando escrita e escrevendo nos meus tempos livres? Eu quero ser escritora! Quero dizer pra todo mundo que eu sou escritora, esse é meu sonho e minha paixão. É muito importante que tenhamos paixões e sonhos! O problema desse conselho é que coloca a escrita em um patamar tão elevado que nos deixa inseguros achando que não podemos alcançar.

Quantas pessoas que escrevem não tem a coragem de dizer que é escritor? A gente envolve a escrita em um academicismo que nunca vai nos permitir chegar até os escritores canônicos. Inclusive essa é uma palavra muito interessante né? O cânone é um conjunto de modelos e formas que passou a ser considerado exemplar e consequentemente divino, né? Então, rola um endeusamento dos escritores. Isso não é nada saudável.

5) Escreva sobre o que você sabe

Esse conselho eu segui por anos até entender que tudo o que eu não sei (que é muita coisa) eu posso aprender. Além disso, escrita é sobre imaginação, sobre criar um panorama novo. Então eu diria, se você quer escrever sobre algo que você não sabe, estude sobre isso. Eu estou fazendo uma série de roteiros para os vídeos sobre 50 fatos de várias autoras que eu gosto, como a Simone de Beauvoir, Virginia Woolf, Angela Davis (vou deixar os vídeos no card aqui em cima) e eu sabia muito pouco sobre a vida delas, então fui atrás de ler biografias e mais obras delas. O trabalho de escrita também é um trabalho de pesquisa, então sempre lembre que o que você não sabe você pode aprender e o que você não pode aprender, você pode inventar. Escreva sobre o que você quiser!

6) Não se importar com a gramática

Eu mesma já escutei “Ah, não se importa com a gramática agora, alguém vai revisar depois”. Isso é verdade, se você já tiver um editor para quem mandar o seu livro e uma equipe para corrigir e melhorar ele. Você como um escritor iniciante deveria pensar em entregar seu romance, ou conto, o mais acabado possível. Porque isso conta pontos em concursos e nas apresentações a editoras. E para escrever a gente tem que ter domínio do português, né? Entender as nuances de cada palavra, e o seu significado preciso, afinal, todas (eu disse TODAS) palavras que estão dentro de uma história são essenciais.

7) escrever diálogos da mesma forma que se fala

Isso pode parecer bom e intuitivo mas não é, porque a fala tem muitas pausas. Às vezes não encontramos as palavras adequadas para usar em um diálogo. A fala também é afetada pelo contexto social que estamos inserido e quem é nosso interlocutor. Então, quando escrevemos nós não vamos escrever como falamos, porque o texto sairia truncado e sem sentindo. Temos que escrever de modo literário usando tudo o que a gente já sabe sobre a fala, por exemplo: o que as palavras significam para o nosso personagem, o que ele quer passar com o que está dizendo e o que ele está escondendo entre as palavras que ele diz. O que ele não diz? Isso é muito importante também.

Então é isso, temos que respeitar o modo falado mas dar uma melhorada nele, sabe? Transformar em algo literário.

Ai a gente entra na oitava dica que todo escritor iniciante está cansado de ouvir.

08) Evite diálogos!

Na escrita você tem uma grande liberdade para criar e escolher as suas técnicas para passar uma mensagem. E eu acredito que o diálogo é muito importante, principalmente para revelar contradições entre o que passa na interioridade de um personagem e o que ele quer passar para o mundo. Sério, diálogos são muito importantes, e ao invés de evitar os diálogos eu acredito que podemos melhorar eles, dar um sentido para eles. Como eu já disse, tudo que está na história tem extrema importância, inclusive os diálogos.

Para dar um exemplo de como um conto praticamente inteiro feito através de diálogos funciona vou citar Hemingway mais uma vez, ele escreveu um conto chamado Colinas como elefantes brancos onde o diálogo é a base do conto. Dá um google nesse conto, é facinho de achar, que você vai ver que incrível o que ele fez e quem sabe te inspira a não evitar os diálogos.

09) Escreva para os seus leitores

A literatura é uma arte. Claro, a gente tem que saber quem queremos alcançar com a nossa história, mas criar uma persona, como eles fazem no marketing para basear a sua história nele, é um absurdo. É totalmente irreal. Você acha que a Virginia Woolf escrevia para uma persona? Não. Um livro e uma história não deveriam ser um produto para alcançar mais compradores. Então, mesmo os escritores mais famosos que tem seus leitores mais fiéis não deveria basear suas histórias no que eles vão escolher. Me sinto tolhida só de pensar que eu tenho que escrever para alguém querer comprar.

É isso gente, espero que tenham gostado! Tem mais algum conselho de escrita que você está cansada de ouvir? Me conta nos comentários.

MELHORES LEITURAS DO ANO | bell hooks, Dostoiévski, Maria Valéria Rezende, Fernanda Melchor e mais!

Nesse vídeo eu vou fazer uma retrospectiva das minhas melhores leituras do ano. 2021 Está terminando, então não poderia faltar essa listinha aqui no blog, né? Você não vai se arrepender se fica até o final porque as leituras foram boas, tá bom? Vem comigo!

Ual, que ano ein gente? Esse ano foi muito estressante para mim, tive um câncer na tireóide, me curei, comecei a pós de formação de escritores, onde eu tive que ler MUITO e escrever MUITO, mas deu tudo certo! também! Finalizei 50 livros esse ano e entre todos eles eu escolhi 5. Foi difícil escolher só 5 para compor essa listinha que tá TUDO! Tem livro escrito por mulher brasileira, tem livro que eu li para pós, tem livro de um russo famoso, tem livro de não ficção (vou dar um spoiler: bell hooks) e tem até livro de conto, e olha que eu não sou muito fã de conto não.

1) Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévski!

Eu li memórias de subsolo alguns anos atrás e não achei nada de mais, podem me julgar por isso: achei pedante e chato, simples assim. Depois eu tentei ler Crime e Castigo traduzido do Francês e foi uma experiência horrorosa, não consegui passar das primeiras vinte páginas. Fiquei com um pé atrás em relação ao Dostoiévski!, apesar de amar a escrita de um outro russo o Tolstói.

Aí, por força do destino, minha professora de oficina maravilhosa, a Carol, me recomendou ler alguns russos, de preferência Dostoiévski, porque ela achou seria uma boa referência para o livro que estou trabalhando. Então, peguei essa edição traduzida do russo na estante do meu irmão e fiquei embasbacada: a leitura fluiu demais.

Acho que você já deve saber sobre a história desse livro, é um clássico! Mas vou contar um pouquinho sobre ele: conhecemos Raskolnikov um jovem estudante bem pobre que mora em um cubículo longe de sua família. Lembrando que a sociedade russa dos Czares era extremante desigual. Ele está enfrentando uma depressão e fica dias planejando o assassinato de uma senhora que penhorava objetos de valor, assassinato inspirado em Napoleão. Até que ele comete o ato, mata a velha e a irmã dela. Depois disso tudo que acontece passa pelo próprio filtro moral do personagem e questionamentos surgem: ele vai se entregar? Ele vai ser descoberto? As pessoas próximas a ele começam a suspeitar de suas atitudes erráticas.

Sua mãe e irmã vão aparecer com questões, principalmente quando a irmã a Dúnia decide se casar por interesse, o que Raskolnikov não aceita. Teve um personagem que eu gostei muito que é o contrapondo de Raskolnikov, seu amigo Razumíkhin, que é tão pobre quanto ele mas não é acometido pela melancolia do outro. É muito interessante ver como a depressão já era explorada de uma maneira tão real lá no fim do século 19. A heroína da história é a Sônia, uma jovem prostituta que teve que vender seu corpo para dar de comer aos irmãos e acaba se aproximando do Raskolnikov, que a trata sem nenhum julgamento. https://amzn.to/3zaA0s7

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2) Carta à Rainha Louca da Maria Valéria Rezende

Esse foi o primeiro livro que lemos no Clube do Livro Contemporâneas e foi uma felicidade. Porque é um livro bom pra caramba. A Maria Valéria Rezende é uma senhora com 79 anos, lançou seu primeiro livro com 60, ou seja, nunca é tarde né? Ela é uma freira que rodou as Américas alfabetizando pessoas, sindicalistas e camponeses. Ela dava rolê com o Gabo e o Fidel em Cuba, ok? Só isso já tá bom?

Tem resenha completa de Carta à Rainha Louca aqui no blog, mas eu vou falar um pouco, para você ficar com um gostinho de quero mais. Nesse livro conhecemos Isabel das Santas Virgens que está presa no convento do Recolhimento da Conceição em Olinda. É 1789 e ela começa a escrever uma carta para a Rainha Maria I, rainha de Portugal conhecida como “A louca”. Isabel clama por justiça em um relato conturbado, onde ela faz críticas verozes tanto a religião quanto a sociedade colonial, onde ela, mulher pobre e sozinha no mundo depende da sorte para viver nessa terra hostil.

A leitura é um pouco confusa no começo, tive que usar da leitura ativa, e de um dicionário, para entender as minúcias escondidas no texto de Maria Valéria Rezende, que fez uma releitura histórica belíssima. Ela mostra com crueza e muita ironia como funcionava as classes sociais no Brasil colonial. E crítica com muita força, e depois rasura, isso mesmo, o livro traz rasuras.

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3) O sofredor do ver de Maura Lopes Cançado

Outro livro que li na pós graduação dessa fez na matéria sobre escritores esquecidos. Esse livro é um conjunto de contos autobiográficos escritos por Maura Lopes Cançado. Aqui ela nos mostra seus momentos longe do filho, seus romances, suas indas e vindas de instituições psiquiátricas e a decadência de sua vida. Ela foi uma autora polêmica e acho que é por isso que não fez sucesso.

Ela tinha uma excentricidade única desde a infância, cresceu em uma família rica, adorava voar e existem boatos de que ela derrubou um avião mini motor, se machucou mas não morreu. A escrita dela é tão sensível, tão bonita e também experimental, me cativou tanto. Eu recomendo esse livro para todas as pessoas. Maura Lopes Cançado dizia que ela era a melhor escritora brasileira de todos os tempos, acho que ela tinha um pouco de razão, porque esses contos são belíssimos, e olha que eu nem gosto muito de contos.

Sua personalidade era forte e ela não levava desaforo para casa, arranjou briga com inúmeros ilustres da literatura e torrou toda a herança que recebeu. Era uma mulher muito a frente do seu tempo, em um mundo onde mulheres não podem se expressar, acho que é por isso que tanta gente fala sobre o quão difícil, arrogante e louca que ela era. Sim, LOUCA, era o que diziam, mas será que podemos acreditar?

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4) Temporada de Furacões da Fernanda Melchor

Temporada de Furacões é um livro que li para pós e já comentei sobre ele no vídeo sobre prosa contemporânea! Eu amei tanto que decidi colocar ele nessa lista aqui. Ele foi escrito por Fernanda Melchor uma mulher mexicana e ganhou vários prêmios. Imagina uma escrita tipo Virginia Woolf com uma ambientação bem Gabriel García Márquez. Eu já escrevi uma resenha completa dele aqui. 

O livro começa quando um corpo é encontrado, esse corpo é de uma personagem denominada A Bruxa, uma curandeira da região, e ao longo dos capítulos descobrimos mais sobre essa mulher. Os capítulos são em terceira pessoa, mas cada um foca em um personagem com um fluxo de consciência sufocante. 

Os personagens vivem em uma cidade extremamente pobre chamada La Matosa e chega em um ponto que os capítulos se tornam confessionais como se ele estivessem sob testemunho. Muitos assuntos delicados são tratados aqui, então temos que ler com cuidado.

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5) Ensinando pensamento crítico da bell hooks

Deixei por último porque ainda estou abalada com a notícia da morte dela. Sabe quando você imagina que a pessoa vai ficar velhinha ainda produzindo essa imensidade de livros e pensamentos que ela fazia? Era o que eu sentia sobre ela. Esse livro mexeu comigo, primeiro porque ela cita Paulo Freire logo de cara e ela nos mostra aqui como o ensino deveria ser mais humanizado.

E além disso, ela diz que a educação deveria ser um espaço para pensamento crítico e não reproduções de padrões pré estabelecidos. Era isso que ela combatia, o conservadorismo e a ignorância. Ela queria que pensássemos por nós próprios, e isso é muito importante para mim, porque sempre acreditei que devíamos ter uma visão crítica do mundo. Ela foi uma mulher negra, uma professora, uma educadora, uma feminista engajada, e uma das principais intelectuais americanas. Ela falou sobre amor, sobre empatia, sobre amizade, sobre respeitar as diferenças, sobre aceitação. Todos deveriam ler bell hooks.

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Ficamos por aqui hoje, espero que tenham gostado da minha lista! Me conta se já leu algum desses livros nos comentários? Obrigada por me acompanhar! Beijos.

Quero escrever um livro, por onde começo? | Como escrever um romance em 10 passos!

Se você encontrou esse artigo é porque sonha em escrever um livro. Então eu criei esses passos para ajudar escritores iniciantes com tudo que aprendi nos meus anos de pesquisas e leituras. Eu inclusive já passei por isso, lá em 2018 quando estava tentando escrever meu primeiro livro e não sabia por onde começar. O processo de aprendizado na escrita é infinito, mas separei 10 passos que você pode seguir que poderão facilitar a sua vida na hora de estruturar e escrever um livro.

Bom, já pega seu caderninho e uma caneta para anotar tudo! Vamos lá?

10 passos para você escrever um livro para quem quer escrever seu primeiro romance (ou para quem quer continuar a estudar)!

Passo 1: O livro começa na ideia.

Eu já falei sobre isso no artigo sobre como estruturar um conto, dizendo que uma narrativa sempre começa com uma ideia. Mas enquanto no conto a gente foca em apenas em uma ideia, no romance pode-se ter diversos temas embutidos. Isso é muito legal, porque você pode explorar diversos aspectos da vida e do contexto social de suas personagens.

Essa a primeira coisa que você define no seu livro, você pode criar toda a trajetória da vida de uma pessoa que quer ser famosa, por exemplo. Se você tem as ideia anote elas no papel e segue comigo para os outros passos

Passo 2: A criação do personagem principal e seus conflitos e problemas é o que faz a história girar.

O personagem é o fio condutor, aquilo que leva a história até o final. Então você precisa construir um personagem principal forte e humano, dando a ele características ambíguas, mostrando ele por inteiro, como um ser humano real que não é perfeito. Ele tem que ter qualidades e defeitos.

Então, anota aí no seu caderno tudo o que você precisa saber sobre ele: nome, idade, condição social e financeira, quem eram os pais, onde ele estudou, com o que ele trabalha, quais são seus sonhos, suas vontades, sua orientação sexual, como ele se vê, como os outros veem ele, onde ele passava as férias escolares, etc.

Passo 3: Estruture o universo.

Aqui podemos fazer aquelas perguntinhas básicas: Quando essa história se passa? Onde essa história está sendo contada? Quem está contando e por que? O universo que se dá a história tem que ser explorado minuciosamente, pelo menos na sua cabeça, porque isso faz muita diferença. Uma história contada no anos 30 é de um jeito completamente diferente de uma história contada nos anos 80, por exemplo.

As roupas mudam, o jeito das pessoas e o modo como elas falam também. Onde essa história se passa muda o tom da história também, no Brasil certas coisas são permitidas, já no Emirados Árabes não. Então tenha cuidado de deixar estruturado tudo isso. Digo o mesmo para quem está criando um universo novo, deixei bem claro as regras desse mundo novo para seu leitor visualizar ele com facilidade.

Passo 4: Os Personagens secundários são importantes!

Às vezes esquecemos da importância dos personagens secundários. Eles aparecem menos que o personagem principal mas quando isso acontece não pode parecer que ele foi colocado lá de qualquer jeito né?

Então dê ao seu personagem principal características que os torne reais, do mesmo jeito que você fez lá com o personagem principal. Sugiro fazer uma listinha com todas as características importantes e definidoras deles como pertencentes de algum grupo.

Passo 5: Pense no conflito do personagem!

Seu personagem principal tem que se deparar com um conflito durante a narrativa. Esse conflito pode ser tanto interno quando externo. O conflito interno é algo que ele quer mudar dentro de si, ou em alguma coisa relacionada a sentimentos e vontade. Por exemplo em Mrs Dalloway o conflito gira em torno dos pensamentos e vontades da própria Clarissa Dalloway e de Septimus Smith que luta contra uma stress pós traumático.

Já um conflito externo podemos encontrar em diversos livros de fantasia como Harry Potter, onde o conflito é do Harry contra o Voldemort. O conflito move o personagem e dá o tom dos acontecimentos, pois é ele que dá brilho para a história, então quanto mais instigante o conflito, melhor.

Passo 6: Escolha o tipo de narrador!

Como você quer que seu narrador fale? Muitas obras contemporâneas estão apostando no narrador em primeira pessoa porque ele se aproxima mais de seus próprios conflitos. Mas isso não é uma regra, pois existe o narrador em terceira pessoa observador como em Grande Gatsby, onde quem conta a história é um personagem, e também o narrador em terceira pessoa colado em um personagem e onisciente como em Crime e Castigo, aquele sabe de tudo.

Existe uma variedade de narradores, mas você tem que escolher o tipo dele antes de começar a escrever pois vai facilitar a sua vida. Assim você consegue definir as nuances dessa voz e as necessidades e impotências dela, pois um narrador em primeira pessoa não tem como saber o que os outros fazem e sente, a não ser que esteja muito próximo ao outro personagem.

Passo 7: Estruture seu romance!

Eu sempre bato nessa tecla porque é algo muito importante. Uma história precisa ter começo, meio e fim, mas não necessariamente nessa ordem. Você pode brincar, mas tenha consciência que não existe uma história forte se não passa por esses três momentos.

O início é onde o conflito começa. Você tem que pensar porque a história começa de um ponto e não de um outro? No romance que eu estou escrevendo eu tinha colocado um início muito distante de onde a história realmente começava, e alguns colegas que leram estranharam essa distância. Perdeu a força, sabe? Então acelerei a história para começar exatamente no início do conflito entre duas personagens.

O meio é onde começamos a ver as nuances e as consequências desses conflitos. O que os personagens fazem que aumentam a tensão, ou que diminue essa tensão? Quais as atitudes que eles vão tomar em relação a isso? Qual vai ser o embate entre os personagens?

O fim é o desenrolar de todos os conflitos, os fechamentos de cada núcleo da história, é onde toda a história vai ser amarrada. Diferente do conto o fim de um romance não precisa ser um nocaute, o clímax deve ver antes do final. Claro, um final em aberto é possível. Mas você tem que trabalhar para que apenas as pontas soltas que você quer fiquem para trás, nada pior do que histórias mal completadas por desleixo. E também nada de dar uma de Deus ex machina, inventando coisas muito óbvias para facilitar esse fechamento, o leitor percebe!

Passo 8: Pense em como serão os capítulos

Você quer escrever capítulos curtos ou longos? O que você quer que tenha nesses capítulos? Qual será o drama de cada um deles? Como os personagens vão interagir nesses capítulos? Quais deles vão aparecer?Lembrando que você pode pensar também em não colocar capítulo nenhum.

Enfim, eu gosto de escrever em uma página em branco mais ou menos o que vai ter em cada capítulo e sua duração. Faço um resuminho contando qual vai ser a ação, quais personagens estarão ali e quantas páginas eu quero escrever. Capítulos também tem que ter começo meio e fim bem estruturados.

Passo 9: Cena vs. Sumário

Cena é onde a ação acontece, é o encontro entre os personagens é a narração das idas e vindas deles, é aquilo que a gente vê da história. É a parte mais cinematográfica. O sumário é aquilo que nos é contado, é o passado dos personagens, é o retrospecto de tudo que aconteceu antes da história começar. Um bom romance tem que ter um equilíbrio das duas coisas. Virginia Woolf dizia que sempre intercalava as cenas e os sumários: um parágrafo para cena, outro para um sumário, uma cena, um sumário.

Tem escritores que gostam de fazer isso por capítulos, outros focam mais em sumários, o que é mais fácil de fazer quando se escreve em primeira pessoa, porque fica muito mais natural. Um ótimo livro cheio de sumários é Torto Arado. Então você pode brincar com isso, tem vozes narrativas que funcionam melhor narrando cenas e outras contando sumários, fica a seu critério.

Passo 10: Aposte em características específicas para seu personagem!

Trazer coisas bem específicas em relação ao personagem e em relação é história é uma das coisas mais importantes para tornar a história verdadeira. Nenhum ser humano é igual, cada um de nós temos nossas características e subjetividades, então os detalhes que você coloca na sua história transporta o real para dentro dela.

Ninguém quer saber sobre a coisas muito gerais, ao invés de dizer que um cara adora cerveja diga qual é a cerveja e o que ela representa para a pessoa. Ao invés de falar que um personagem é fã de esportes, mostre ele torcendo para o seu time do coração. Ao invés de falar que o seu personagem gosta de frutas, mostre ele chupando uma manga, entende?

Bom, com todos esses passos definidos você já consegue planejar um livro inteiro. Agora só depende de você sentar para escrever seu livro!

Me diga nos comentários se essas dicas foram uteis, se é dessa forma que você estrutura um conto, ou se usa de outros artifícios, ok?

Os melhores livros de prosa contemporânea para ler hoje | 8 livros que li na pós graduação!

Nesse post eu vou falar dos 8 livros que li na matéria da pós graduação sobre prosa contemporânea, que podem ser considerados os melhores livros de prosa contemporânea da atualidade! São livros que ganharam prêmios, ganharam o coração da crítica e venderam muito: em todo mundo! Tem dois livros nessa lista que eu AMEI e foram dois dos melhores do ano, mas outros dois eu achei que não era para tudo isso não.

Eu sou aluna de pós graduação em formação de escritores no instituto Vera Cruz, e esse bimestre me inscrevi em uma matéria sobre prosa contemporânea, onde junto com o professor, nós destrinchamos oito livros, tentando entender o que fazia deles livros de sucesso, e porque ganharam tantos prêmios e aclamação da crítica. Cada livro tem sua característica inovadora e conversam muito com nossas questões contemporâneas.

Vou falar um pouco de cada um deles, mas sem dar spoilers sobre seus finais ou acontecimentos importantes. Seguirei a ordem de leitura que a gente leu para pós, que foi do livro mais curto, para o mais longo.

Lista com pequenas resenhas dos melhores livros contemporâneos para ler hoje:

1) A vegetariana de Han Kang

A vegetariana é um livro da sul coreana Han King! Ele foi lançado em 2007 mas se tornou um sucesso internacional depois que venceu o Man Booker Internacional Prize de 2016. No Brasil ele só foi publicado em 2018 pela todavia. O livro é dividido em três partes com três narradores diferentes, todos em primeira pessoa.

A personagem principal, Yeonghye, decide ser vegetariana depois de ter sonhos sangrentos em relação a carne. No primeiro capítulo lemos o que o marido dela sente em relação a isso. Ele é uma pessoa comum, super mediana e fica muito bravo com a escolha da esposa. A voz de Yeonghye aparece aqui por meio de fragmentos em itálico, onde ela conta seus sonhos, mas isso não acontece nas outras partes.

O primeiro capítulo foi publicado como um conto em 97, e só depois de muitos anos ela escreveu os outros. O segundo capitulo é narrado pelo cunhado de Yeonghye que decide que ela seria sua obra de arte. Por último vemos como sua irmã lida com as coisas que acontecerem por conta da decisão da irmã, Yeonghye, de ser vegetariana. É o capítulo mais complexo e bonito. O livro é intenso e carrega um tanto de magia quanto os livros de Murakami.

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2) O pai da menina morta de Thiago Ferro

O pai da menina morta é um livro de Thiago Ferro lançado em 2018 também pela Todavia. Em 2019 ele ganhou o prêmio São Paulo de Literatura e o prêmio Jabuti na categoria melhor romance. Esse é um livro de fragmentos sobre a história de um pai que perdeu sua família, história parecida com a do próprio autor.

Por meio de fragmentos, como se fossem posts em redes sociais, listas, e-mails e mensagens de Whatsapp, ele nos conta sobre a perda. Não é um livro triste, é na verdade, um tanto estranho, pois o personagem principal é um cara meio babaca, meio frio, autocentrado. Isso incomodou um pouco a leitura pois não consegui separar o autor do obra.

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3) Temporada de furacões de Fernanda Melchor

Temporada de Furacões é um livro da mexicana Fernanda Melchor, lançado em 2017 no México e aqui no Brasil em 2021. Ele ganhou prêmios no México e foi finalista do International Booker Prize 2020. Imagina uma escrita tipo Virginia Woolf com uma ambientação bem Gabriel García Márquez. Eu já escrevi uma resenha completa dele aqui.

O livro começa quando um corpo é encontrado, esse corpo é de uma personagem denominada A Bruxa, uma curandeira da região, e ao longo dos capítulos descobrimos mais sobre essa mulher. Todos os capítulos são em terceira pessoa, mas cada um foca em um personagem com um fluxo de consciência sufocante.

Os personagens vivem em uma cidade extremamente pobre chamada La Matosa e chega em um ponto que os capítulos se tornam confessionais como se ele estivessem sob testemunho. Muitos assuntos delicados são tratados aqui, então temos que ler com cuidado.

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4) Com armas sonolentas de Carola Saavedra

Carola Saavedra é um dos grandes nomes da literatura brasileira contemporânea. Seu último livro de ficção foi ComaArmas sonolentas que destrincha a vida de quatro mulheres que se sentem não pertencentes aonde vivem.

O primeiro capitulo é focado em Anna, uma mulher que foi para a Alemanha com seu namorado alemão, e ficou sozinha no exílio. A segunda personagem é sua mãe, que foi tirada de sua terra para trabalhar na casa de uma família rica, essa mãe recebe visitas espirituais da avó dela que foi uma indígena, também retirada de sua terra muitos anos anos atrás.

No último capítulo conhecemos Maike, uma menina Alemã que sente que não pertence a sua família e aos poucos descobrimos sua ligação com as outras mulheres. O livro começa na chave do real mas depois toma um rumo de realismo fantástico muito interessante.

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5) Garota, mulher, outras de Bernadine Evaristo

Esse livro é um dos queridinhos do bookstagram também, né? Me conta nos comentários se você já conhecia ele!

Garota, mulher e outras é um livro escrito pela inglesa Bernadine Evaristo, onde ela trata de temas presentes na vida das mulheres negras que vivem lá: o preconceito, a imigração, as diferenças culturais, relacionamentos e etc. Esse livro também foi um vencedor do Booker Prize em 2019.

Cada capítulo uma mulher conta sua vida em primeira pessoa, em parágrafos curtos, fazendo com que a leitura seja bem fluída. A vida dessas mulheres se cruzam ao longo da história e nós conhecemos a subjetividade e a individualidade de cada uma.

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6) Torto Arado de Itamar Vieira Júnior

Sucesso absoluto no Brasil. Torto Arado ganhou todos os prêmios importantes por aqui e em Portugal, primeiro o prêmio Leya, depois o o prêmio Oceanos e o Jabuti.

Itamar Vieira Junior conta a história de duas irmãs, filhas de um curandeiro respeitado na fazenda em que vivem na região do Jarê. Elas moram e trabalham na roça, e quando crianças uma delas decepa a própria língua.

Esse mistério permeia todo o livro que é dividido em três partes e contado em primeira pessoa por cada uma das personagens. O livro fala um pouco sobre os processos quilombolas, a reforma agrária, a luta pelos estudos e o sincretismo religioso que existe no Jarê.

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7) Lincoln no limbo de George Saunders

Outro vencedor do Man Booker Prize de 2017, nada mal essa lista né?

Lincoln no limbo é um livro do contista George Saunders. Aqui ele conta a história do filho de Abraham Lincoln que morreu em 1862. Ele ficciona essa morte trazendo Willie para um limbo onde ele conhece outros fantasmas. O livro traz diversas vozes, as dos fantasmas, em primeira pessoa que são intercaladas. Nas primeiras páginas não se entende muito bem o que acontece ali, mas aos poucos você entra na história.

Os capítulos são divididos entre as narrações dos fantasmas e recortes de jornais (alguns ficcionais) e biografias que contavam sobre o Lincoln, a morte de Willie, a guerra civil e o que estava acontecendo na casa branca, e todas as questões existentes naquela época.

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8) A morte do pai de Karl Ove Knausgård

Livro do norueguês Karl Ove Knausgård é o ínicio de uma série Autobiográfica aclamada pela crítica. Nesse livro ele conta sobre seu relacionamento com o seu pai, um homem frio e distante, até a sua morte.

É o maior livro da lista e o mais difícil de ler, pois o escritor é bem minucioso nas descrições. Ele vai e volta no tempo da narrativa e nos tempos verbais. Então, tiver que ficar muito atenta enquanto lia para entender essas nuances, porque ele vai do passado para o presente, do passado para o mais passado com muita facilidade sem se importar com em explicar.

Mas é um livro muito bonito, principalmente depois da metade onde o filho retorna a casa de seu pai depois da morte dele.

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Essas foram as resenhas dos oito livros de prosa contemporânea que lemos!

Me conta se você já leu algum deles no comentário?

Assista o vídeo no Youtube:

Passo a passo para escrever um conto | 8 passos para um escritor iniciante estruturar um conto sem dificuldades!

O conto é a porta de entrada para o mundo da literatura, geralmente novos escritores começam por ele, por ter uma estrutura mais simples e menos páginas do que uma novela ou um romance. Mas o que parece simples às vezes não é, escrever contos exige tanto planejamento quanto um romance, mas não se preocupe, nesse vídeo vou contar o passo a passo para estruturar um conto que aprendi na pós de formação de escritores e no meu dia a dia escrevendo. São oito passos para você escrever um conto.

8 passos de um passo a passo certeiro para um escritor iniciante estruturar um conto sem dificuldades!

Passo 1: O conto nasce de uma ideia

Mas não precisa ser uma ideia genial. Pode ser algo simples, do cotidiano, como um passeio de bicicleta, ou um dia inteiro dentro de casa. O que importa mesmo é a forma e não a ideia, então sinta-se livre para escrever sobre as coisas mais comuns.

Passo 2: Hora de pensar nos personagens

Depois que você tem a ideia é hora de pensar no personagem principal. Nos contos devemos colocar no máximo 2 personagens, isso não é um regra, mas é muito importante a gente não encher o conto com histórias que não serão exploradas, para quem está lendo não perder o foco. Nesse momento você destrincha seus personagens, quem eles são, o que eles fazem, de onde eles vem, para onde eles vão. É legal pensar em coisas miúdas também, tipo qual sua comida preferida, ou qual banda ele gosta de escutar, especificidades são muito importantes para criar personagens reais.

Passo 3: Quem está contando a história?

É nesse passo você define quem é o narrador. A história é contada por um narrador em terceira pessoa onisciente, aquele sabe tudo, ou observador, aquele que olha a história de fora? Ou será narrada em primeira pessoa? Essa primeira pessoa será o próprio protagonista ou alguém que está próximo observando? Esse passo é muito importante, porque você tem que seguir com o que escolher até o final.

Passo 4: Começo, meio e fim

Com tudo isso já decidido é hora de estruturar a história. Um bom conto precisa de começo, meio e fim. O começo é a introdução da história, a apresentação de um conflito. O meio é o desenrolar desse conflito, onde as coisas ficam tensas. E o fim é o grande nocaute.

Passo 5: Cenas são muito importantes

Cada uma dessas partes deve conter cenas que levem o personagem do inicio ao fim da narrativa. Na minha opinião cenas bem criadas são o que fazem a diferença. Esqueça os flashbacks, as coisas que aconteceram no passado do personagem e foque no que você quer contar agora. Se demore na construção de cenas.

Passo 6: A construção do final!

Gente, o final é uma das coisas mais importantes do conto, ele deve ser forte, ele tem que deixar seus leitores de queixo caído. Muita gente começa o conto pelo final, então, ele poderia muito bem ser o passo 1 desse vídeo. Mas se você ainda não tem um final forte em mente, tá tudo bem. Se você chegou até o passo 8 e seguiu todos os outros você vai ter uma noção de para onde os personagens estão indo e consequentemente o fim vai vir. Foca nisso: Você tem que nocautear seus leitores. O final tem que ser intenso.

Passo 7: Esse é o momento mais aguardado, o momento que você vai desligar todas as distrações e começar a escrever.

Muitas ideias vão surgir nesse momento, e você pode adicionar coisas novas ao seu planejamento, sem fugir da ideia principal. Eu gosto muito dessa parte porque é quando me sinto mais criativa. Aqui o poder está todo com você, você está criando um mundo novinho e isso é uma delicia. Se demore na construção de cenas, e mostre seu personagens com características marcantes, fuja do comum.

Passo 8: Hora da edição e da reescrita.

Seu conto está escrito! Uhul. Você deve estar super feliz, né? Essa parte é a hora que você vai lapidar sua história. Você vai adicionar coisas novas e não esqueça de cortar tudo que não seja necessário. Lembre-se que no conto só fica o essencial, então corte sem dó. Você tem que se lembrar que a edição é um momento de desapego. Reescreva e deixe a gramática perfeita.

Pronto! Agora você já tem um conto prontinho para mandar para algum concurso.

Você gostou dessa estrutura? Ou você faz algo diferente? Me conta nos comentários.

Como escrever um conto incrível | 6 dicas para começar a escrever hoje!

Uma das coisas que aprendi na pós foi como escrever um conto potente. Um conto que prenda a atenção de quem está lendo e crie sensações fortes em poucas páginas. O que eu quero aqui e te ajudar a escrever contos muito melhores, com dicas que eu mesma uso e que aprendi escrevendo, lendo e com meus professores.

Bom, já pega seu caderninho e uma caneta para anotar tudo! Vamos lá?

6 dicas para você escrever um conto incrível hoje!

Dica 1: Escolha um fio condutor para brilhar na sua história

Você não precisa de uma ideia genial para escrever um conto incrível. Você precisa apenas do fio condutor, que pode ser tudo que você imaginar, um final, um personagem, um tema, um tipo de narrador, uma mensagem que você quer passar. Esse fio condutor vai ditar o tom da história e vai te levar até o fim. É ele que deve estar brilhando, tudo além disso é dispensável. Foque no fio sem fazer desvios para as outras ideias que surgirem. Assim, o conto fica mais conciso e menos confuso.

Dica 2: Foque em um, ou dois personagens no máximo.

contos devem ter poucos personagens, isso não é uma regra restrita, nada aqui é. Mas um conto potente geralmente não tem desvios para outras narrativas. Outra coisa, os personagens de contos são diferentes dos de Romance. No conto você não precisa mostrar eles por inteiro, você pode escolher fragmentos que fazem sentido para história. O passado do personagem só é importante quando isso interfere suas escolhas no presente.

Dica número 3: O conto é todo sobre cenas!

Ações, ações, ações. Ele é para te deixar sem fôlego, lendo e escrevendo. Então aposte em cenas e esqueça as grandes descrições, e os flashbacks. Foque no aqui e no agora do personagem.

Dica 4: Estruture! Um conto precisa ter começo, meio e fim.

Quando eu não sei muito bem o que escrever eu abro uma página em branco e divido em três e coloco tudo que quero em cada parte. O começo é a introdução da história, a apresentação de um conflito. O meio é o desenrolar desse conflito, onde as coisas ficam tensas. E o fim é o grande nocaute.

Dica 5: Segundo Cortázar um conto te vence pelo nocaute!

Enquanto o romance deve vencer por pontos o conto deve ter um final brutal, daqueles que te fazem ficar pensando horas no que aconteceu. O final do conto é para impactar mesmo, por isso muita gente escolhe ele como fio condutor.

Dica 6: A arma de Tchekhov.

Vocês devem conhecer essa, mas estou falando aqui porque para mim essa é a grande sacada do conto. Bom, ele diz que:

“Se no primeiro ato você colocar uma pistola na parede, no seguinte ela deve ser disparada. Em outro caso não coloque ela lá.”

E o que isso significa? Que tudo que tem dentro de um conto (no caso ele fala do teatro mas sabemos que ele foi um grande contista também) deve ser essencial, nunca coloque nada a mais, nunca deixe arestas soltas, o conto deve ser conciso e tudo que tem lá deve ser estritamente o necessário.

Espero que essas dicas te façam escrever um conto incrível!

Me conta nos comentários se essas dicas foram úteis ou se você tem algo para adicionar.

Assista a esse vídeo no Youtube:

5 motivos para ler mais mulheres hoje!

As privações relegadas ao sexo feminino sempre foram muitas. Não tínhamos educação formal, poder econômico, nem liberdade de escolha. Quando colocamos as questões de raça e classe as coisas pioram. Até pouco tempo atrás as mulheres eram consideradas inferiores em vários aspectos. Em 115 anos de prêmio Nobel, apenas 13 mulheres foram vencedoras. Nos 60 anos do Jabuti, só 19,9% dos 84 vencedores na categoria romance foram mulheres. E essa discrepância continua.

O machismo no mundo literário existe. Como podemos acabar com isso?

1. Por que tão poucos homens leem livros escritos por mulheres?

Segundo o The Guardian existe uma relutância do público masculino ao ler escritoras mulheres. Uma pesquisa demostrou que das 10 escritoras bestsellers apenas 19% de seu público era masculino. Em comparação aos escritores, 55% eram masculinos. O que explica isso? Eu acredito que ainda nos veem como inferiores e que nossa produção intelectual é desnecessária.

2. Os prêmios que as mulheres não recebem!

Ainda segundo o The Guardian a novelista Kamila Shamsie, que já foi jurada em alguns concursos testemunhou essa assimetria. “Mulheres juradas escolhem livros dos dois sexos, já os jurados, na maioria das vezes, escolhem livros de outros homens”. Veja, por exemplo no Brasil, o concurso de literatura do SESC só escolhe homens há anos. Ou seja, quando entramos em uma competição já estamos em desvantagem.

3. As desculpas que os homens dão!

Muitos dirão: “Se o livro daquela mulher fosse bom teria se tornado um clássico”, ou “Não me importo com o gênero quando escolho um livro para ler”. Esse discurso demonstra uma falta de conhecimento histórico e um pouco de misoginia. Levantando uma outra questão: “Será que grandes clássicos escritos por homens seriam tão clássicos assim se fossem escritos por mulheres?”. Eu duvido.

4. Os pseudônimos que são uma necessidade!

Imagina como não era terrível ter que se esconder atrás de um nome masculino para ser aceita intelectualmente. As irmãs Brönte se tornaram os irmãos Bell; Mary Ann Evans se tornou George Eliot; Colette teve que assinar com o nome do marido, Willy. Assim como Mary Shelley, que assinava apenas como Shelley, o marido. Mulheres que ousavam usar seu próprio nome eram duramente criticadas. Até os dias de hoje elas tem que esconder seu nome feminino para serem aceitas, como J.K Rowling, que foi orientada a esconder o Joanne, e N.K Jemisin, que escondeu o Nora.

5. Criando uma voz própria

Considerando tudo isso podemos dizer que as narrativa escritas por homens definem uma realidade universal feita por eles, homem branco e hétero. Que nem de longe é realidade de todos. E tudo que está fora disso é considerado um nicho. Como metade da população pode ser considerada um nicho? Os livros escritos por mulheres também podem uma verdade universal para nós. Quando lemos mulheres podemos encontrar nossa própria voz na voz de nossas irmãs que escrevem. E isso é extremamente importante.

5 Motivos que me levaram a cancelar a TAG livros.

Assinei a tag curadoria pela primeira fez em julho deste ano (2020). Queria entender como funcionava e como eram os livros. Recebi cinco caixinhas no total e aos poucos percebi que o modo como eles trabalham não funcionaria para mim. Nesses cinco meses me deparei com pequenas coisas que aos poucos se tornaram grandes. Além disso o valor da assinatura é alto e a experiência não é tão agradável quanto eu esperava.

5 motivos que me levaram a cancelar a TAG

1. Assinei o plano curadoria e veio um livro inédito.

Assinei o plano Curadoria esperando uma edição lindíssima de um livro que já existisse aqui no Brasil, mas o primeiro que recebi foi Sul da fronteira, oeste do sol um livro inédito. Apesar da edição ser muito bonita fiquei chateada com esta pequena mentira logo de cara, mas enfim, as expectativas eram minhas, então, continuei assinando.

2. Livros sem edição recente no Brasil

Como havia dito recebi cinco livros deles e apenas um tinha edição recente aqui: Tudo de bom vai acontecer da nigeriana Sefi Atta. Ou seja, apesar de não ser inédito, a única forma de ler algum desses livros é se associando a TAG. Na época eu estava fazendo resenhas dos recebidos (Sul da fronteira, oeste do sol, Afirma Pereira, Todos os nossos ontens) e senti que não fazia sentido falar sobre livros que apenas assinantes da TAG leriam. Senti que a curadoria pudesse ser um pouco enviesada fazendo com que as pessoas ficassem presas a eles. Ao meu ver também parece ser um laboratório para as editoras verem o que funciona para o mercado brasileiro.

3. Contato excessivo com ex associados.

Quando fui cancelar minha assinatura recebi uma enxurrada de e-mails e mensagens no WhatsApp perguntando se eu tinha certeza do cancelamento, tipo ex namorado que não aceitou o término. Não gosto de receber mensagens e e-mails deste tipo, primeiro porque se eu cancelei, o fiz porque quis, eles só pararam quando respondi que aquelas mensagens estavam me incomodando, depois de umas 10 recebidas.

4. Enviaram um livro que fala sobre abuso e violência sem avisar.

Em outubro eles enviaram Minha vida de rata, um livro cheio de abusos e violências que não foram avisados. Enviaram o livros às cegas podendo ativar gatilhos de pessoas que não sabiam o que havia ali dentro. Além disso, é um o livro ruim, não gostei da escrita e nem da edição. Não teria lido, nem comprado se não tivesse recebido em casa sem saber o que seria.

5. Precarização do trabalho

Meses atrás a TAG iniciou um programa de parceria que convidava páginas do Instagram a falarem sobre eles em troca de uma caixinha. Para ganhar este mimo nós teríamos que vender um número absurdo de assinaturas. Eles esqueceram que o que fazemos aqui é trabalhoso e complexo, e o que nos move é o amor que sentimos pelos livros. Além disso, só uma pessoa com uma conta grande conseguiria vender o tanto de assinatura que eles esperavam. Eles viram que ninguém se interessou e retiraram a proposta do ar.


Lembrando que essas conclusões são uma opinião minha e respeito quem pense de um modo diferente. Quando assinei a TAG em julho fiz como um teste, queria ver se esse tipo de clube funcionaria para mim. Não tive uma boa experiência com a TAG pois todo mês era uma decepção nova e um sentimento negativo que as caixinhas traziam, principalmente, depois de tentar cancelar pela primeira, continuei porque queria a edição de Tudo de bom vai acontecer, e cancelei definitivamente depois de Minha vida de rata.

Agora quero saber de vocês! Gostam da TAG?

5 Livros importantes para você que quer estudar sobre feminismo!

Sinto que sou feminista desde que era novinha, porque não entendia porque existiam coisas de menino e coisas de menino. Achava a vida dos meninos tão mais legal, os jogos emocionantes, as brincadeiras ao ar livre, os esportes de risco, as grandes estrelas do rock que eram sempre homens. Olhava para os lados procurando personalidades para me identificar e não encontrava, até porque, sempre me entendi como mulher, mas a representação do feminino me incomodava. Via a maquiagem como uma máscara e os apetrechos sufocantes. Isso que eu nem tinha 12 anos. Mas desde sempre busquei minha própria voz, gostava de imaginar que eu era uma estrela do rock, mesmo sabendo que mulheres, neste meio, eram sempre as tietes, ou modelos, que corriam atrás das estrelas, e eu não suportava ser isso. Queria ser uma mulher importante e não um bibelô.

Porém, todas essas ideias que eu considerava feministas estavam só na minha cabeça, não tive contato com nenhuma teoria até meus 21, 22 anos, e quando o fiz senti que minha cabeça explodiria. Li O Segundo Sexo, O Mito da Beleza, Woman Hating, ensaios da Emma Goldman, discursos da Angela Davis, tudo em pdfs que ia achando em grupos feministas. Aos poucos compreendi a complexidade do que é ser mulher e ser socializada como mulher.

Bom, estou dizendo tudo isso para trazer para vocês os livros feministas que estou relendo/lendo neste momento. Alguns eu li há muitos anos e guardo na memória com carinho como Um Teto Todo Seu. Outros que li e não coloquei na lista, pois faz tanto tempo que preciso revisitar como Mulheres, Cultura e Politíca da Angela Davis e Os Homens Explicam Tudo Para Mim da Rebecca Solnit.

Os cinco que trouxe hoje são os que eu considero mais importante agora, e espero que possamos trocar ideias sobre eles e estudarmos juntas esses assuntos. Até porque, minha vida literária é baseada em ler o máximo de mulheres possível e disseminar a palavras delas pelo mundo! 💕

Um teto todo seu – Virginia Woolf

Um grande ensaio de Virginia Woolf que com uma perspicácia incrível nos mostra como as portas do conhecimento foram fechadas para as mulheres que não podiam entrar nas Universidades, nem nas bibliotecas, éramos ensinadas a cuidar da casa e dos filhos e só. Não tínhamos um espaço nosso para nos dedicarmos a escrita, por isso muitas não o fizeram. Virginia tem uma sacada interessante: Se Shakespeare tivesse uma irmã tão talentosa quanto ele, como seria o futuro dela?

Quem tem medo do feminismo negro? Djamila Ribeiro

Quem tem medo do feminismo negro de Djamila Ribeiro: este livro eu ganhei de uma grande amiga que respeito muito, eu, como branca, sempre me identifiquei com feministas brancas, primeiro porque este conteúdo é mais disseminado e segundo porque para mim a luta era mesma, uma menina bobinha. O primeiro contato que tive com questões de raça foi com Angela Davis em seus artigos e discursos, mas sentia que eram muito distante de mim por estarem relacionados com a cultura americana. Depois a Djamila apareceu mostrando com eficácia como o racismo é estrutural e debilitante. Este é um livro com vários artigos compilados e essencial para a luta feminista como um todo.

Calibã e a bruxa – Silvia Federici

Um livro de explodir a cabeça, ele explica à fundo o que foi a caça as bruxas, qual era o contexto social, religioso e laboral que as mulheres estavam submetidas naquela época. Aborda diversos assuntos de extrema importância, tanto para luta de classe, quanto para o feminismo: a colonização, a cristianização, a acumulação de capital, a propriedade privada. É um grande livro de história, que além de falar sobre a caça as bruxas também nos mostra como foi a transição do feudalismo para o capitalismo e como isto um processo sangrento. 

O mito da beleza – Naomi Wolf

Esse foi o primeiro que me impactou forte, ele nos mostra como a cultura da beleza nos oprimem tanto no trabalho, quanto na vida pessoal, fazendo com que tenhamos que estar sempre belas, arrumadas, gastando rios de dinheiro para subir na carreira, e na vida. Faz refletir sobre várias inseguranças que temos em relação ao nosso corpo e nos faz entender o porque gastamos mais do que devíamos com cosméticos e intervenções estéticas. Aprendemos como esses padrões são destrutivos e cansativos.

O segundo sexo, volume 1 – Simone de Beauvoir

Já fiz uma resenha dele (que você encontra no post abaixo), mas quis trazer ele aqui de novo. Ele é um grande resumo de todas as pautas feministas que estão nos livros anteriores. Fala da mulher como propriedade privada, nos dá um panorama histórico da condição feminina desde os primórdios até os dias atuais, nos mostrada dados biológicos de diversas espécies de animais e a suas funções reprodutoras, investiga a condição feminina em um contexto psicanalítico e dentro de um materialismo histórico, onde ela explica que a construção social da feminilidade foi uma criação que encarcerou a mulher dentro de suas funções reprodutivas.